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Pousei a cabeça na almofada e fingi-te junto a mim, a envolver-me com os teus braços desnudos, frágeis e frios. Também tu eras frágil pois perdeste a fé de uma infância morna ao sol.
Estavas destroçado, e a tua alma em estilhaços encandeava a minha de pedra da lua, embalada pela ónix dos teus olhos que, em sonhos, me desassossega.
Afaguei a tua mão com a minha e estremeceste e recordei-me que eras assim, vivias no medo.
E criei este fantasma teu para me abraçar quando a falta do teu toque queima a minha pele e rasga o melhor de mim...
Tentei dormir. Remexi a almofada, na esperança de afastar os pesadelos da tua ausência.
Abro os olhos. Mas ainda cá estás. Ainda te sonho...

2 comentários:

B! disse...

R: Obrigada **

Flávia disse...

antes de mais , queria agradecer-te os teus comentários . Foste uma brisa de alegria :')
o pior dos fantasmas são conhecerem os nossos medos . e esse parece que te visita e deixa um rastro de caos a atrás . Porque te sacrificas assim ?

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Quando lia contos de fadas, eu imaginava que aquelas coisas nunca aconteciam, e agora cá estou no meio de uma! Deveria haver um livro escrito sobre mim, ah isso deveria! E quando for grande, vou escrever um...
L.C.