Acho que o ventre de onde nasci, nunca me quis. Desconfio, até, que o sangue que me corre nas veias foi-me dado sob uma uma imensa dívida. E no caminho que tenho percorrido, desde que larguei o berço, tenho vindo a pagar em lágrimas todas as gotas de sangue que puramente precisei. 
Foi-me imposto que nascesse e agora dói a quem me criou que eu tivesse nascido.
O mundo é irónico, a família é ridícula e eu estou cansada dos laços rompidos que me prendem a esta casa, as estas paredes, a esta pele.
A minha maior dor está-me no sangue e eu nunca poderei mudar isso.

2 comentários:

Jéssica Cardoso disse...

continuo a ler-te. com o amor e desamor de sempre.

nês disse...

Deixo-vos aqui uma página minha para verem, tem um pouco daquilo que gosto de fazer para além de escrever, fotografar... https://instagram.com/ines.mms
Só conseguirão ver se também tiverem conta, beijinhos da nês!

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Quando lia contos de fadas, eu imaginava que aquelas coisas nunca aconteciam, e agora cá estou no meio de uma! Deveria haver um livro escrito sobre mim, ah isso deveria! E quando for grande, vou escrever um...
L.C.