O
corpo onde a água habita, de copo em riste sublima a criação divina. Sou livre,
sou um ser selvagem. O meu coração ruge e as minhas garras vibram ao tocar a
erva molhada da manhã. Tenho presas e o peito cheio de ar; persinto
a caça, os aplausos distantes e… e as luzes que me focam e cegam…
Estou
presa. Há arames nas minhas mãos e pés. Ainda tenho a boca sossegada. Arfo. Não
me descobriram a razão, ainda. E é aí que reside toda a minha liberdade.
