por Federico Hurtado.
Alice no País das Maravilhas
Hoje acordei com o peso de enormes penedos sobre as pálpebras. O calor do quarto despertou-me o corpo suado ainda não eram as sete horas. Dormi... quatro horas.
Mas depois acordei. Acordei mesmo, consciente dos dias que me esperam. Acho que finalmente encontrei um rumo. As coisas estão finalmente a fazer sentido e há sonhos, que julgava adormecidos, a renascer e a dar-me vontade de viver.
Sinceramente, é a primeira vez, em muito tempo, que me sinto assim: feliz.
Mas depois acordei. Acordei mesmo, consciente dos dias que me esperam. Acho que finalmente encontrei um rumo. As coisas estão finalmente a fazer sentido e há sonhos, que julgava adormecidos, a renascer e a dar-me vontade de viver.
Sinceramente, é a primeira vez, em muito tempo, que me sinto assim: feliz.
II. Sofá
Por vezes, sinto a alma a pesar e a precisar, sobretudo, de chá e sossego. Como que para aclarar as ideias e reavaliar os passos a dar. Nunca os que já foram dados. A ideia é nunca olhar para trás. A ideia é esquecer as portas que se fecham a cada segundo que passa e medir as pontes que se lançam aos nossos pés.
A inspiração feita no passado, não nos livrará de morrermos asfixiados no futuro. Então é preciso continuar a respirar e resistir neste mundo.
A inspiração feita no passado, não nos livrará de morrermos asfixiados no futuro. Então é preciso continuar a respirar e resistir neste mundo.
Por vezes, quando sinto a alma cansada, sento-me no sofá para descansar os pés e recuperar o fôlego. E é assim que (sobre)vivo.

