Navegávamos
na lua, numa pequena e sossegada embarcação, feita de teclas de piano, atadas
de forma justa com caudas de cometas. Estávamos num sono hipnótico, e víamos as
cores que não existem nos espectros terrenos, tocávamos naquelas nuvens de pó
de estrela e sorríamos como crianças à chuva.
Tudo
à nossa volta era feito de espelho e a vida corria o seu curso natural. Éramos
felizes assim.


