Já nasci boémia por várias vezes, sempre aspirando a todas as
decomposições prismáticas, sempre querendo ver para além das coisas
que se eclipsavam aos meus pés.
Nunca nasci para viver agarrada a uma casa, uma sopa, um papel. Eu
sou do mundo, nascida e criada na urze dos dias, velada por flores por
inventar, escondida nas cascatas mais bonitas, que escrevia quando era pequena,
no caderninho amarelo.



