Não passo de
ruído. De um motim entre o aço e a pureza humana. Não sou mais do que a coroa
de espinhos que Alguém carregou por mim. Obrigada, mas foi inútil.
[Se é que
alguma vez o fizeste, de facto.]
Era bondade. Uma
bondade sorridente. E, de repente, relampejou em mim uma ânsia de eliminar a
infecção. Cortar o mal pela raiz. Derramar o sangue sujo na calçada portuguesa.
Ela, maculada,
serpentearia o seu cabelo loiro, pelas raízes da Mãe.
Ele, cadavérico,
seria perfeito, feérico. Seria o fim. Seria o fim dos amantes, do beijo. Seria
o meu.
Estou num abismo
vivo, em águas cavadas, uma prostração esgotante entre incertezas de metamorfose
lunar.
Perscruto a tua
face e não é minha. E isso cansa-me. Mais do que o que algumas vez possas
imaginar.
Amei-te por trezentas
vezes. Em formas aleatórias, em forma de A,
de forma pura. São estas as artes do amor...
E toda a gente se
esqueceu que antes de Juliet, existiu Rosaline. Aí me encontro.