Mas em ti nascerão as mais belas tulipas, serás rodeada por borboletas e nascerás em cada maçã!
Conheces bem o Amor; esse fiz questão que guardasses para sempre... e estás no Céu agora. Estás a tomar conta de mim.
Fechaste os olhinhos na incubadora e foi como se o véu entre esta dimensão e o outro Mundo, de repente, se tornasse transparente. Não soube a qual pertencias, nem a qual me fizeste pertencer. Perdi a força nas pernas e caí no chão. Viste isso? Espero que não. Foi desesperante e mórbido e fez-me parecer uma desistente. E tu tiveste forças, por mim! Deixaste-te ficar comigo para me olhares uma última vez e deixares-me beijar-te uma última vez.
Foi tudo dito. Entendes as minhas palavras? Acho que sim. Acho que, secretamente, sussurraste-me que era o fim. A Mãe não ouviu. Ainda bem. Ela também te ama. Todos te amamos.
O meu peito será sempre o teu colo.
Amor, amor sempre, minha doce Borboleta. Até já!

























